21 de fevereiro de 2013

Noiva roubada (2012)

                                                               
                                                                  Acrílica 40 x 40 cm
Acervo particular

"Sancho e o burrinho" (2012)

                                                                           
Acrílica e nanquim
acervo particular

28 de novembro de 2012

Nossa Senhora de Fátima (2012)


Acervo particular


Nossa Senhora de Fátima, é uma das designações atribuídas à Maria, que segundo os relatos da época e da Igreja Católica, apareceu repetidamente a três crianças pastoras, em Fátima, tendo a primeira aparição acontecido em 13 de maio de 1917.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira, uma "Senhora mais brilhante que o sol". A 13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenômeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenômeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor Antônio Sérgio, que esteve presente no local e disse que nada se passara de extraordinário com o sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural. . Entretanto, testemunhos da época afirmaram que o fato não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim com um objeto luminoso que se destacou no céu girando sobre si próprio e mudando de cor. (Fonte: www.wikipdia.com.br. acesso em 30/08/2013).
Um pintura que representa o momento de uma aparição de Maria, em Fátima-Portugal. Uma temática proposta, porém uma obra nunca estará limitada ao seu contexto, pois o ultrapassa, pois além da forma, do tema e do tempo e espaço, está a expressão, embora tratando-se de uma obra encomendada, o artista Assis Costa foi capaz de criar uma pintura original, do ponto de vista, de sua sensibilidade singular, resultado de suas pesquisas estéticas, na perspectiva modernista, procurando sinterizar a forma, sem perder a leveza e suavidade de linhas estimulado pelo tema mariano. O qual se configura na obra do artista como um ícone para além da religiosidade e sim da espiritualidade. Buscando no interior do ser, Maria, mãe de Jesus, segundo esta concepção, ser de luz, guardiã da paz. A imagem que interiorizamos culturalmente, re-inventada, tracejada de forma harmoniosa, híbrida, espectral, construída por uma estética que se propõe sincera e aberta as inspirações contemporâneas, de leituras que promovem a discussão sobre as ditas verdades, a razão, o discurso oficial, imerso na mística que envolve a pintura. Deste modo, entende-se que a arte não é um instante de milagre, embora creia na condição espiritual da mesma, segundo Ferreira Gullar (2003, p.240 "cria-se com o trabalhou, o domínio dos meios de expressão, a acumulação gradativa da experiência vivida que se transforma em sabedoria técnica". Assim, é um trabalho árduo, de percepção, com vista a entender a imanência da arte, uma "sofisticação" gradativa da experiência pictórica a qual Assis Costa labuta a mais de 20 anos vivendo exclusivamente da arte, para a arte.

Por ora, aqui deixo a minha fala.

Ilka Pimenta
30 de agosto de 2013

15 de outubro de 2012

Para coisas que nos tocaram em discos voadores (2012)


AST  50 x 50 cm 
Acervo particular

Esta obra trás referências à duas grandes representações da música: Beatles e Luiz Gonzaga, o rei do baião representado por um sanfoneiro tocando a música "Assum Preto" e ao mesmo tempo faz menção a música "Blackbird", o que já fora cantada antes pelo músico Belchior onde ele faz uma analogia a essas duas composições. Dessa forma, podemos dizer que aqui também se fala da MPB (música popular brasileira), por isso o título da obra, pois os músicos citados são da época em que seus sucessos só eram ouvidos em discos de vinil. Realmente eram os nossos pais que tocavam em suas radiolas essas canções que ouvíamos e viajávamos, daí o termo discos voadores. Mas viagem maior não pode haver que um submarino amarelo encalhado em pleno sertão.

Assis Costa - 21 de Outubro de 2012